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Eles não usam Black-Tie – Gianfrancesco

R$10,00

A peça Eles não usam Black-Tie foi escrita em 1955, encenada pela primeira vez em 1958 e no início da década de 80 a história ganhou uma versão cinematográfica.

A peça tem aquele clima bucólico da pobreza romantizada – de onde basicamente se extrai alguma nobreza ou inocência de todo ato de cada personagem – , o que dá ares de extrema simplicidade ao enredo tendo em vista que os personagens tem baixa diversidade. Mas isso é extremamente compreensível não só porque Gianfrancesco Guarnieri (1934 – 2006) tinha apenas 22 anos quando a finalizou como os personagens são em pequeno número e convivem no morro por uma afinidade que vem de longa data.

O texto é bonito, gostoso de ler, sem tantas angústias existenciais e com alguns traços de humor. Ao retratar uma fatia da vida de operários, donas de casa que lavam roupas para completar o parco salário do marido, jovens costureiras em série sonhando com casamento, alcoólatras deprimidos pelo abandono da mulher amada, sindicalistas e moleques de uma favela carioca, levanta questões sobre o papel da mulher e do homem na sociedade e o papel dos trabalhadores na organização econômica do país.

Em meados da década de 50 o Brasil ainda estava elaborando e amadurecendo a nossa revolução industrial e assim via acontecer um segundo êxodo rural e na maioria das casas não existia televisão, bem como a maior parte dos trabalhadores de fábrica não era alfabetizada. Embora estivéssemos ainda um pouco longe do golpe militar, os movimentos grevistas que tomaram fôlego após a publicação da CLT em 1943 e queda do Estado Novo eram duramente reprimidos pela Polícia.

A história se desenrola durante os preparativos de uma festa de noivado na favela e deságua na problemática trabalhista da época, evidenciando a relação dos operários com seus superiores, com os sindicalistas, com a polícia, com os grevistas e com os ‘pelegos’.

É uma história sem grandes desgraças ou grandes vitórias e que é, não tão curiosamente, extremamente atual. Ela poderia ter sido escrita ontem e merece o título de obra prima do autor.

Fonte: Salada Livros

Livro seminovo, ótimo estado de conservação.

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Descrição

eles não usam

A peça Eles não usam Black-Tie foi escrita em 1955, encenada pela primeira vez em 1958 e no início da década de 80 a história ganhou uma versão cinematográfica.

A peça tem aquele clima bucólico da pobreza romantizada – de onde basicamente se extrai alguma nobreza ou inocência de todo ato de cada personagem – , o que dá ares de extrema simplicidade ao enredo tendo em vista que os personagens tem baixa diversidade. Mas isso é extremamente compreensível não só porque Gianfrancesco Guarnieri (1934 – 2006) tinha apenas 22 anos quando a finalizou como os personagens são em pequeno número e convivem no morro por uma afinidade que vem de longa data.

O texto é bonito, gostoso de ler, sem tantas angústias existenciais e com alguns traços de humor. Ao retratar uma fatia da vida de operários, donas de casa que lavam roupas para completar o parco salário do marido, jovens costureiras em série sonhando com casamento, alcoólatras deprimidos pelo abandono da mulher amada, sindicalistas e moleques de uma favela carioca, levanta questões sobre o papel da mulher e do homem na sociedade e o papel dos trabalhadores na organização econômica do país.

Em meados da década de 50 o Brasil ainda estava elaborando e amadurecendo a nossa revolução industrial e assim via acontecer um segundo êxodo rural e na maioria das casas não existia televisão, bem como a maior parte dos trabalhadores de fábrica não era alfabetizada. Embora estivéssemos ainda um pouco longe do golpe militar, os movimentos grevistas que tomaram fôlego após a publicação da CLT em 1943 e queda do Estado Novo eram duramente reprimidos pela Polícia.

A história se desenrola durante os preparativos de uma festa de noivado na favela e deságua na problemática trabalhista da época, evidenciando a relação dos operários com seus superiores, com os sindicalistas, com a polícia, com os grevistas e com os ‘pelegos’.

É uma história sem grandes desgraças ou grandes vitórias e que é, não tão curiosamente, extremamente atual. Ela poderia ter sido escrita ontem e merece o título de obra prima do autor.

Fonte: Salada Livros

Livro seminovo, ótimo estado de conservação.

Informação adicional

Peso 0.100 kg
Dimensões 1 x 17.00 x 23.00 cm

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