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Por Nalva Nogueira

escritora

Enxergo na escrita, no ato de escrever, benévola magnificência. E por este motivo, acredito que um escritor independentemente do seu estilo literário, sua linhagem de escrita, tem o dever de saber que escrever não significa encher páginas e páginas de caracteres sem nenhum sentido ou valia.

Assim como o poeta precisa saber que compor uma poesia não é tão somente escrever frases abaixo de frases e acreditar tê-la composto, pois muitos se preocupam mais com rimas insignificantes do que com a mensagem que esta deve passar.

O escritor tem a obrigação de comunicar, orientar, esclarecer. E antes que digam que este não é o papel do escritor, que foge à sua alçada, digo-lhes, pois, que é de sua alçada. Podemos e devemos fazê-lo, desde que tenhamos um coração voltado para o benevolente, para o que de alguma forma possa edificar, informar.

Quantas vezes eu mesma já ouvi alguém dizer-me que ao ler algum dos meus escritos algo em si elucidou-se…? Sempre podemos aprender mais, sempre podemos oferecer e absorver algum conhecimento, podendo assim aclarar em nós ou noutrem raciocínios que nosso entendimento não alcançava com exatidão.

Ponho-me a meditar sobre muitas coisas que leio e a conclusão a que chego é além de lamentável, desagradável e enfadonha. Muitos escritos que deveriam na verdade instruir, comunicar, não passam de grunhidos indecifráveis… sem significância alguma, ruinosa magnificência que a muitos pode confundir e em nada nos pode edificar.

2 Comentários

  • Britto Posted 11 de setembro de 2016 14:20

    Foto linda! Beleza sobreposta, leitura e pessoa… Quanto à mensagem do texto, quem sou eu para dizer se determinado texto é bom ou ruim, edifica ou é indiferente, a qualquer pessoa? Posso dizer sim se ele significa algo PARA MIM… Já se um texto tem qualidades que podem ter alcance mais amplo, isso será a partir do meu viés de olhar… Admito a crítica e considero importante a crítica literária, mas que seja sábia e abrangente, dialética e ampla…

  • Júlio Lopes Posted 16 de setembro de 2016 17:42

    “Não se pode escrever nada com indiferença”.

    Simone de Beauvoir

    Creio que “Ruinosa Magnificência” é sem dúvida um escrito sem indiferença e isso só por si marca a diferença dos textos de Nalva Nogueira que nos presenteará certamente no futuro com escritos que valem por si próprios e que nos fazem fazer uma pausa para pensar nisso.

    Diria, de Nalva citando Fernando Pessoa: “Eu não escrevo português. Escrevo eu mesmo.”

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