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Resenha do livro Vai Lá e Faz: Como empreender na era digital e tirar ideias do papel

Por Jean Mello

Empreendedor não significa, necessariamente, abrir uma empresa.

Empreendedor é aquele que não aceita a realidade de maneira resignada. Motivado pelo desejo de mudança para gerar impacto positivo no mundo, ele ajuda a coconstruir uma iniciativa.

O que é, como vai ser e o porquê da existência desta iniciativa, só o empreendedor poderá dizer.

Minha definição de empreendedor é simples:

O indivíduo tem consciência de seu empoderamento – por isso, assume com autonomia o rumo de sua vida – e constrói iniciativas que mudem a realidade para melhor. (Tiago Mattos)

Empreender na era digital gera desafios não apenas quando pensamos na atualidade. Olhar para a história da tecnologia, sabendo que ela está relacionada com a história universal, é imprescindível para quem pensa em empreender. Acredito ser bastante indicado nesse aspecto o livro Revolução Digital, de Ethevaldo Mello. Mas hoje este não é o livro que vou destrinchar. É bem provável que eu faça isso em outra oportunidade.

Para empreender e tirar as suas ideias do papel, é preciso também estar atualizado nas tendências atuais do mercado e no que os principais estudos apontam, quando pensamos em tendências futurísticas e tecnológicas.

Em todos estes sentidos, o livro “Vai Lá e Faz: Como empreender na era digital e tirar ideias do papel”, de Tiago Mattos, é referência indispensável para quem está planejando se envolver no universo dos negócios digitais ou no universo do empreendedorismo como um todo. Alerto que, apesar da sugestão do título e de algumas palavras que utilizei no início deste texto e especialmente neste parágrafo, este livro não está apenas indicado para empreendedores iniciantes. Ele valoriza ambos os públicos: empresários experientes e empreendedores iniciantes que ainda estão apre(e)ndendo conceitos e contextos fundamentais para quem deseja empreender.

Logo no início do livro, o autor questiona se atualmente não estamos enxergando com muita naturalidade o mundo do trabalho e como as empresas atualmente estão estruturadas, desconsiderando novos modelos que estão surgindo a todo tempo, como se fosse um alerta de que não podemos ficar acomodados em nossas ideias e concepções.

O mercado como um todo já está valorizando o novo. A narrativa de Tiago Mattos está centrada no futuro. E não vamos pensar que é uma tendência nova. Mas não podemos deixar de lado a observação de como os empreendimentos digitais evoluíram nos últimos seis anos. E, ao mesmo tempo, não tem como não observarmos como grandes grupos empresariais transformaram a maneira como lidam com as novas tecnologias.

Simplesmente ao olharmos os aplicativos que temos em nosso smartphone e quais utilizamos todos os dias perceberemos o quanto esta transformação digital já tomou conta do nosso cotidiano.

É nessa relação também que o livro de Tiago Mattos é certeiro: ele consegue em seus escritos aproximar do empreendedor que ainda nem tirou as suas ideias do papel a certeza de que é possível criar um negócio do zero e ser muito bem sucedido, chamando atenção de que é necessário ter muita cautela ao perceber os contextos que testificam esta possibilidade e focar em acompanhar as tendências, que mudam a todo tempo.

O livro é honesto, quando nas palavras do próprio autor ele o apresenta como inacabado, esperando que os assuntos que ele colocou em discussão amanhã mudem, alternem-se, ganhem novos sentidos. O livro fala de revolução digital em todos os âmbitos da sociedade e de como isso contribuiu para o nascimento de uma nova consciência.

Um dos eixos que o livro aborda o tempo inteiro é como as empresas estão preocupadas com impactos positivos que elas podem causar na sociedade. E isso é fascinante. Como não se preocupar com as causas socioambientais, por exemplo? Como empreendimentos digitais podem contribuir na luta contra o racismo? De qual maneira os negócios digitais escaláveis podem contribuir na formação de empreendedores sociais? Estas e outras questões o livro aborda diretamente. Trata-se de um livro ousado.

Apesar de o autor fazer grande esforço para simplificar aquilo que é complexo, para puro entendimento de quem lê, ele não aborda as realidades que fazem parte da vida empreendedora de maneira simplista.

Gosto de livros que nos convidam para reflexões e não estão a todo tempo cercados apenas de certezas, afinal de contas a autonomia do ser humano e, portanto, suas vivências empreendedoras (o autor trabalha com o conceito de que todos somos empreendedores) não estão apenas cercadas de convicções. Em todo tempo surge a dúvida e a necessidade de pensar sobre o fazer. Certamente este é um material importante para quem busca refletir.

Imagem de destaque: ICB Entrepreneurship

1 Comentário

  • Daniel Augusto Posted 16 de abril de 2019 14:10

    Que texto gostoso de ler. Com todas as dificuldades que existe em empreender no Brasil é sempre um alento encontrar um pouco de inspiração. Vou comprar este livro. Se ele inspirou esta resenha então significa que a fonte é boa.

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