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Por Nalva Nogueira

Fotografia de Priscilla Grazziela

Fotografia de Priscilla Grazziela

Dia desses eu estava conversando com alguém que escreve em um blog e sinceramente me revoltei com alguns dos comentários maldosos que fizeram ao blogueiro. Perceba que eu disse… “que fizeram ao blogueiro”. Não foi criticado o conteúdo do blog em que ele escreve e sim à pessoa.

Chega a ser ridículo o que ouço ou leio por aí quando o assunto é crítica. De forma, muitas vezes, anônima, as pessoas agem com o intuito de perturbar quem tenta prestar algum serviço, até mesmo, a estes que fazem de seus dias, horas mornas. Sujeitos que não têm opinião sobre coisa alguma e ainda assim põem-se a dar opinião sobre tudo.

Mas esse não é um problema que me aflige quando se trata do meu blog e do que tenho escrito até então, e não posso negar que me sinto feliz por isso. Também não quer dizer que as pessoas concordam com tudo o que escrevo e com minha forma de ver as coisas. Decerto há muita gente que não concorda. Sem nenhum problema, aceito opiniões contrárias às minhas e, francamente, em mais de três anos de blog só recebi uma única crítica, que não se referia aos escritos lá postados.

Lembro-me bem do que o “anônimo” dizia e do que falava. Isto aconteceu na época do lançamento do meu primeiro livro sobre o qual, posteriormente, postei no blog. O referido dizia: “Este seu livro não deve valer nada, pois ninguém comenta”. Ao ler isto, uma tristeza assenhoreou-se de mim e pensei… Poxa vida, esta pessoa sequer sabe do que se trata meu livro, porquanto se disto soubesse, também conheceria onde o divulgo. Aceitei o comentário e deixei claro que poderia saber mais sobre o livro que criticou sem conhecer.

O mais “engraçado” de tudo isso é que passado um certo tempo, alguém vem me dizer que adquiriu meu trabalho e com ele se identificou muito. Além disso, pediu-me para que apagasse o comentário no blog. Pensei… Ora, faz-se necessário responder a esta pergunta? Enfim, não apaguei o comentário, deixei-o lá. É pena que quando o conteúdo do meu blog foi plagiado decidi encerrá-lo. Bom, acabei decidindo proteger melhor os meus escritos e voltei a postar no blog. Mas o comentário… Ah! Esqueçamos o maldito comentário e que venham as críticas e o sentido de humor, senhores. (risos)

Admito que quem expressa publicamente seus pensamentos, sua forma de ver o mundo, está sujeito a críticas e até a algumas ofensas. Pois para muitos, com mentes pouco dotadas de inteligência ou sem nenhuma, a melhor forma que encontram para se mostrar contra uma ideia é dizendo: “PQP e vai se F****”.

Dizem que devemos aceitar as críticas sejam elas boas ou más, só não se deve esquecer de que as críticas são realmente louváveis quando se tem argumentos para fazê-las, quando são fundamentadas em algo verdadeiro e concreto. Entretanto, quando são baseadas em falhas de comunicação, má interpretação ou tão somente pela falta de saber aceitar a capacidade e os méritos alheios, elas perdem o valor e a importância e apenas servem para incomodar quem as ouve.

Portanto, uma coisa é não concordar com algo que foi dito e que é contrário ao teu modo de pensar, não concordar com tudo que é dito por aí. Eu também não concordo com muito do que ouço e leio, mas vamos nos lembrar da “democracia” em que vivemos… Temos liberdade de expressão, de ação, certo? Claro que ninguém é obrigado a aceitar, ouvir todo e qualquer tipo de comentário se não faz sentido.  Porém, com relação a isto também tenho a dizer: Se algo que esteja lendo em determinado lugar o incomoda, por que continua seguindo? Tal atitude de sua parte é um sinal claro de que entrou numa de masoquismo intelectual.

E falando do meu blog ou de qualquer outro lugar onde escrevo: Se o acessa, sugiro caro leitor que antes de criticar o porquê do que escrevo, pergunte a si mesmo por que me lê?

1 Comentário

  • Júlio Lopes Posted 18 de setembro de 2016 17:41

    Para aqueles que desdenham com ignorância cretina e ignóbil eu colocaria a pergunta da nossa ilustre escritora Nalva Nogueira ao revés: ” Pergunte a si mesmo porque não me lê?”

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