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“penso a página como um palco”, entrevista com a escritora Aline Bei

Aline Bei, autora do romance “O Peso do Pássaro Morto”, compartilhou sua trajetória enquanto escritora com a equipe Inspirando Sonhos.

Inspirando Sonhos: Pensando em sua infância, até os dias de hoje, consegue perceber como começou sua trajetória como escritora?

sim, começou quando percebi que meu mundo interior era um lugar melhor do que a cidade, por exemplo

o que eu inventava me agradava mais do que as concretudes

os livros foram me ajudando a potencializar essa sensação, a música também, o cinema, o teatro.

eu fui uma criança muito solitária.

e sigo sendo, uma pessoa solitária.

Inspirando Sonhos: Em “O Peso do Pássaro Morto”, seu primeiro livro, inaugurando já com um romance, algo bastante ousado, você adota um modo de escrita que para muitos não é convencional. Começando os parágrafos com letra minúscula e deixando, ao longo dos diálogos e textos, para o leitor, a possibilidade de uma leitura simples e livre. Pode nos contar como foi o processo de escrita deste livro e também falar deste seu estilo de transmitir sua maneira de pensar ao mundo?

foi algo que surgiu naturalmente, fruto do meu fazer literário.

penso a página como um palco

ela deve ser preenchida da maneira mais plástica possível, me ajudando a contar a história.

Inspirando Sonhos: Quais são os comentários que você recebe de seus leitores diariamente? Como eles estão transmitindo para você os sentidos da leitura de “O Peso do Pássaro Morto”?

essa parte tem sido muito bonita, leio os comentários como se fossem cartas.

Para comprar o livro clique na imagem. Foto: Juliana Lubini

Inspirando Sonhos: Além de escrever você se entrega para outras vertentes artísticas? Você desenha, canta, toca algum instrumento? Olhar para outros fazeres artísticos contribui de quais formas para a sua escrita?

fui atriz e ainda hoje penso que escrevo com essa energia de palco.

das outras artes sou apenas admiradora.

Inspirando Sonhos: Qual a diferença em escrever contos e um romance?

não penso muito em gênero na hora de escrever.

gosto de produzir textos curtos e longos

mas sei

que o tempo de uma história não está diretamente ligado ao número de páginas.

já li contos em dois meses

e romances em duas semanas

isso é o tipo de coisa que mais me encanta na Literatura: o tempo interno de um texto, a pulsação dele.

Inspirando Sonhos: Oficinas de escrita criativa contribuíram em algum aspecto para sua formação enquanto escritora? Já participou de muitas?

participei de uma bem livre

e outra que era uma espécie de concurso,  foi ela que proporcionou a publicação do Pássaro, as duas foram ministradas pelo escritor Marcelino Freire.

Inspirando Sonhos: Quais escritores (as) você gosta de ler?

no momento Saramago.

Inspirando Sonhos: Você escreve poemas?

é um gênero que muito admiro, mas não me considero poeta.

Inspirando Sonhos: Quais sentidos você atribui à palavra artista?

criação.

Inspirando Sonhos: O que é a vida?

criar, fundamentalmente.

Inspirando Sonhos: Pode nos falar de suas memórias escolares? Seu tempo na escola…

muita dor, muito bullying. quase nenhum espaço para o autoconhecimento.

as aulas que aconteciam fora da sala eram as melhores, eu gostava de visitar a biblioteca

e também a piscina

o cheiro

do banheiro da piscina, tomar banho lá.

Inspirando Sonhos: Qual pergunta não fizemos, mas deseja abordar?

nenhuma, foi lindo.

Foto de destaque:  Juliana Lubini

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