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Os sonhos e os projetos de Ana Luísa Ramos

Sonhos e percepções metafóricas, profundas, expressadas em forma de belas canções. Quem conhece o trabalho de Ana Luísa Ramos consegue reconhecer facilmente e entender que, para ela, música é excelência, sua prioridade existencial. Uma maneira de transmitir sua beleza ao mundo.

Publicamos inúmeras matérias escritas por ela, uma das formas de dar ainda mais visibilidade ao seu fazer artístico. Realizamos este trabalho no portal Inspirando Sonhos, em conjunto com quem está escrevendo livros, transmitindo as belezas e os desafios da vida através de canções, pintando quadros sobre as contradições humanas, ou seja, revelamos ao público histórias de pessoas que estão engajadas com arte e cultura. No caso de Ana Luísa Ramos, escolheu o cantar para se expressar.

Conheça profundamente a trajetória dela, seus novos projetos, seus sonhos, um pouco de sua maneira de ser. Temos a certeza de que ela vai te inspirar!

Inspirando Sonhos: Como alcançou essa completude musical?

Eu não sei ao certo. A gente tem tantos planos, planeja tanta coisa e pouco a pouco, as coisas vão acontecendo e se assentando. Mas acho que foi quando parei de tentar definir o que eu deveria ser, sabe? Só fluiu de verdade quando fui eu mesma, parece papo de autoajuda, mas foi assim comigo.

Inspirando Sonhos: Quais foram seus mentores nessa caminhada?

Foram muitos. Sempre aprendo com cada parceiro de trabalho – todos têm sempre muito a ensinar, cada professor que exigiu o meu melhor, que me mostrou novas possibilidades e outras formas de enxergar o mundo e a música. Mas preciso citar duas pessoas em especial. Uma delas é a Marília Vargas, uma das melhores cantoras do país e minha professora de canto. Ela me ensina muito tanto no canto, quanto em como conduzir minha carreira. A outra é o Eric que, além de marido, é meu principal parceiro musical. E sem ele, não teria alcançado 1% do que conquistei. Sempre brinco que só consigo fazer o que faço, pois conto com a ajuda dele em tempo integral.

Inspirando Sonhos: Queremos que compartilhe conosco um pouco de sua trajetória artística. Se for o caso, pode remontar as raízes de sua infância, intercalando com sua caminhada musical.

Eu era uma criança que cantava e escutava música o tempo todo, a vida sempre teve trilha sonora, e que nasceu com dom, tinha facilidade em aprender. Entrei em um Coral Infantil aos nove anos e lá, aos doze anos, fiz meu primeiro solo… Era o “Agnus Dei” da Missa Brevis, do Mozart. Aos catorze solei pela primeira vez com uma Orquestra, a Sinfônica de Ribeirão Preto e, desde então, não parei mais. Nessa época comecei a dar minhas primeiras aulas de canto e fazer os famosos cachês, foi então que aos dezesseis anos me emancipei pra poder viajar pelo interior a trabalho. Acho que desde criança ao me destacar em algo me ajudou muito, inclusive em como conduzir minha vida. Tornei-me uma pessoa prática, pragmática e que tem objetivos claros. Isso me ajudou a focar e querer sempre mais. Nunca me contentei com o que a vida me dava, sempre via as possibilidades que existiam e queria ter o poder da escolha.

Inspirando Sonhos: Seu primeiro álbum solo, “Um”, revela as belezas e as contradições das grandes metrópoles, particularmente de São Paulo. Um disco rico em metáforas poéticas, inclusive sobre as profundidades, complexidades e os desafios de relacionamentos amorosos. Vemos elementos literários nas letras das canções, contos e poesias. Como é para você interpretar essas riquezas de conceitos?

Ser intérprete é uma grande responsabilidade. É levar ao público o que foi escrito e com o sentimento certo. As músicas autorais do álbum, por serem escritas pelo Eric, foram construídas pouco a pouco. Conversamos muito sobre elas, sobre as letras e seus significados. Tentei ser o mais fiel a elas, mas como foram escritas pra mim, o Eric já as compôs pensando em como ficariam com a minha voz e meu jeito de cantar.

Inspirando Sonhos: Quais foram as experiências mais marcantes que você teve fora do Brasil, intercaladas com seu caminhar artístico?

Nossa, essa pergunta é difícil de responder… Cada vez é tão única, tão especial. Talvez tenha sido a nossa última turnê pela Escócia e Portugal. Musicalmente falando foi a mais madura. E por ter apresentado o meu trabalho solo, se tornou a mais querida.

Inspirando Sonhos: Quais sentidos você atribui à palavra artista?

Artista é aquele que faz arte, mas pra mim é quem vive pra arte. A gente confunde bastante a arte, o artista e o que ele faz. Tem muita gente que se diz artista e não faz arte.

Inspirando Sonhos: Você tem alguns escritos publicados no portal. Como tem sido esta experiência para você, de refletir sobre sua trajetória através da escrita?

Sabe, tive uma resistência muito grande em escrever. Não tinha o hábito de colocar em palavras o que sentia, o que pensava, ou mesmo o que falava. Sempre da prática e não da teoria. Escrever para o portal Inspirando Sonhos me ajudou muito e me inspirou a escrever minhas próprias músicas. Ainda é bem o começo dessa nova aventura, mas agradeço ao Jean e ao portal por instigar isso em mim.

Inspirando Sonhos: “Músicas da minha vida” é um projeto seu que neste momento está em andamento. Quais impactos de interpretar as músicas de sua história está tendo em sua maneira de ver o mundo e a você mesma?

O #MusicasDaMinhaVida tem sido um desafio semanal pra mim. Tenho me forçado a tocar e cantar, o que é muito diferente do que faço normalmente. É muito bom relembrar músicas que me marcaram em diferentes fases da vida e como isso foi moldando o que sou hoje, o que escuto hoje, e como vejo a música hoje.

Inspirando Sonhos: O que você pensa sobre o feminismo? Você acha que o tema está presente em suas expressões artísticas?

Pra mim, o feminismo é nada mais que direitos igualitários entre homens e mulheres. Eu sempre fui feminista e nem sabia. Mas não sou de escrever textão e nem ficar falando sobre isso. Sou bastante reservada na minha vida privada. Nunca me permiti ser menosprezada por ser mulher ou diminuída (seja a forma que for) no mercado de trabalho. Entretanto, nasci numa casa em que os homens podiam tudo e as mulheres bem pouco, e isso me revoltou muito quando adolescente. Também por isso fui trabalhar desde cedo, me emancipei aos dezesseis e saí de casa aos dezenove. Isso se reflete em tudo, inclusive na minha vida artística.

Inspirando Sonhos: Pode nos falar de suas memórias escolares? Seu tempo na escola…

Quando criança eu amava a escola, ir pra escola, estudar. Participava de todas as atividades que envolviam artes, cantava na banda que tocava no recreio… Mas, no Colegial (atual Ensino Médio), por já saber qual seria minha profissão, comecei a ficar impaciente com o Colégio. Fazia a minha parte, mas o suficiente pra ter tempo livre e poder focar na música, nas apresentações e Concertos.

Inspirando Sonhos: Quais são os sentidos da vida? Como você os expressa através da sua arte?

Creio que viver em paz, amar em paz, fazer o que amo e estar perto de quem realmente importa. Acredito que isso acaba refletindo nas minhas músicas.

Inspirando Sonhos: O que é espiritualidade para você e quais significados isso traz para sua arte?

Desde muito cedo tenho muita fé. Não gosto de nomear religião, nem entidades, personalidades, mas creio na bondade, no amor e muito em como moldamos nossa vida através da energia que emanamos.

Inspirando Sonhos: Qual pergunta não fizemos, mas deseja abordar?

Nada em específico, mas aproveito pra agradecer a entrevista e ao espaço e carinho 😉

Foto de destaque: Eric Taylor Escudero

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