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“(…) minha formação musical aconteceu na igreja”, entrevista com o contrabaixista Jader Junqueira (Jadão)

Jader Junqueira (Jadão), contrabaixista, professor de música e produtor musical, compartilhou sua trajetória na música com a equipe Inspirando Sonhos.

Inspirando Sonhos: Compartilhe conosco um pouco de sua trajetória artística, intercalando com sua escolarização e o início de sua formação musical. Você acha que seus professores e vivências escolares contribuíram para a sua formação enquanto músico?

Assim como a história de muitos músicos, minha formação musical aconteceu na igreja. Comecei a estudar música na adolescência. Lembro-me como se fosse hoje, quando meu pai, em meados de 1970, ensinou a mim e a meu irmão os primeiros acordes de violão. Naquela época, não havia interesse da escola na parte artística para com os alunos e creio que ainda hoje não existe. Tinha uma sede louca de aprender, a princípio violão. Guitarra, nem pensar! Estava muito longe pra mim. Minha formação musical foi por puro interesse meu e de mais ninguém.

Inspirando Sonhos: Você acompanhou o começo do Rock Gospel no Brasil. Como foi essa época? Existe muita diferença na atualidade, quando comparamos com esse tempo?

Acompanhei a segunda ou terceira fase do Rock Gospel. Não posso me esquecer de destacar: Vencedores por Cristo; Novo Alvorecer; Jovens da Verdade; Rebanhão; Tio Cássio, e tantos outros que me fogem à lembrança. Nessa época era osso… Costumo dizer que se pagava, e muito caro, pra se fazer música gospel nessa época. Acredito que se não fosse a Igreja Renascer em Cristo e a ideia de evangelização em massa, utilizando o rock como atrativo, a coisa ia demorar um pouco mais para acontecer. O boom aconteceu nessa época. Todos os artistas de hoje vão falar que foram influenciados pelos anos 1990, uma época de ouro das bandas.

Inspirando Sonhos: Você utiliza as novas tecnologias como ferramenta para divulgar a sua arte ou para estimular o conhecimento da música em pessoas que te admiram? Qual é a importância disso para você?

Não tem como não se utilizar das novas ”armas” que temos hoje, as quais vão desde a utilização de computadores com seus softwares de música. Hoje, a loucura de ser reconhecido como músico e divulgar o seu trabalho acontece de uma forma muito ruim, a meu ver. Todo mundo quer aparecer e, com isso, ter seu trabalho reconhecido, descolar um endorsement… Isso é o que move o músico hoje. É muito legal ser reconhecido, influenciar pessoas e receber o carinho de pessoas que você nunca viu, mas que conhecem o seu trabalho e, por causa disso, passaram a estudar música e tocar contrabaixo. É muito legal!

Inspirando Sonhos: Quais músicos você admira?

Abraham Laboriel, Arismar do Espírito Santo, Stanley Clarke, Marcus Miller e o pai de todos, Jaco Pastorius. Tem muita gente boa…

Inspirando Sonhos: Qual álbum você considera marcante e recomenda?

American Garage – Pat Metheny Group

Inspirando Sonhos: Quais projetos você toca atualmente?

Não consigo mais tocar o instrumento como fazia antigamente, pois canso muito por conta de uma doença cardiovascular. Meu coração funciona 30% apenas, por insuficiência cardíaca junto com hipertensão pulmonar. Meu projeto hoje é agradecer a Deus a cada segundo, pela vida, pela salvação, pelos amigos…

Inspirando Sonhos: Você tem um livro preferido? Pode discorrer um pouco sobre ele para que mais pessoas conheçam?

O Falar em Línguas, de Luciano Subirá; Pais Brilhantes, Professores Fascinantes, de Augusto Cury; e a Bíblia.

Inspirando Sonhos: Qual filme você considera importante indicar? Pode discorrer um pouco para que mais pessoas conheçam?

Gosto muito de filmes de ação e aventura. Vou citar os preferidos: Deus Não Está Morto 1 e 2. E filmes de história: Getúlio e West.

Inspirando Sonhos: Quais sonhos você tinha logo no início de seu engajamento na música e que já foram alcançados? E quais busca alcançar?

Tinha o sonho de poder tocar igual aos músicos que eu via na televisão, ou como os grupos que iam se apresentar na minha igreja. Betinho da Guitarra, Jovens da Verdade, eu pirava no som deles. Era o que me levava mais para perto do instrumento, mesmo que a minha performance não ajudasse. Mas eu prestava muita atenção e não tinha vergonha de perguntar: – “Viu, como você faz isso ou aquilo?”. Só fui estudar música e me interessar loucamente por um instrumento quando conheci o contrabaixo.

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1 Comentário

  • Felipe Posted 5 de fevereiro de 2019 09:11

    Estou achando interessante o trabalho desenvolvido por esta livraria. Memória e trajetória de artistas… Isso é raro quem valorize. Conheço o trabalho do Jadão desde o Kats. Quanto tempo passou… É bom ver um músico desta qualidade ainda recomendando suas referências. Eu estava no S.O.S da Vida de 2004. A apresentação do Kats foi uma das melhores. Marcou na memória.

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