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Íngreme de Guilherme de Sá, um louvor à poesia!

Por Redação

Poesia, manifestação concreta de infinitas outras expressões. Simplicidade profunda nas palavras. Explicações concretas dos sonhos abstratos.

Um louvor à poesia! É assim que compreendemos o Íngreme, álbum solo de Guilherme de Sá. Trata-se de um álbum que contribui para aguçar as percepções sobre o mundo que nos cerca. Sensibilidade na música e na fotografia.

Com fortes influências de folk e rock, de bandas lendárias nacionais como Legião Urbana, ou internacionais como U2. Foram compostas oito faixas sobre assuntos diversos que se encontram com mais três releituras impecáveis. Pensamentos lineares sobre assuntos aparentemente diferentes. Ao ouvir o disco na ordem, ou aleatoriamente, dá para perceber uma similaridade entre os diferentes temas propostos nas letras das músicas. Pode não ter sido intencional, mas é o que se sente ao ouvi-lo inúmeras vezes.

O mais inusitado é que o sentimento foi parecido quando estivemos no lançamento do Íngreme, algum tempo atrás, no Teatro Gamaro em São Paulo. Um show envolvente, com forte comprometimento dos músicos envolvidos no projeto. Pena que a turnê durou pouco. Sabe aqueles shows que dá vontade de assistir novamente em outra oportunidade? Bom, de qualquer forma, naquela época, o editor deste portal, Jean Mello, estava em um processo de escrita de um livro de poesia e, com toda convicção, declara que o álbum foi uma de suas referências poéticas. Inclusive, o livro já está publicado.

A proposta deste texto não é comentar faixa por faixa do Íngreme. Recomendamos que você ouça o disco inteiro, com a devida atenção que ele merece. Destacamos algumas músicas que mais apreciamos no álbum. Pode ser que você veja as coisas de um jeito diferente ao ouvir faixa por faixa.

As faixas tratam de fé, do amor e suas infinidades de compreensões humanas, ou incompreensões.

Para comprar no Google Play clique na imagem. Foto: Pamela Gallo de Sá

Na versão que ele fez de Yahweh, música originalmente composta por John Arndt e David Gungor, de The Brilliance, você vai se deparar com pensamentos filosóficos sobre a relação de Deus com a humanidade, além de outras sérias questões envolvendo grandes conflitos entre diferentes povos no Oriente Médio.

Já em Floresta de Bétulas, poeticamente, Guilherme de Sá faz vasta e séria reflexão sobre o Holocausto e toda uma cultura catastrófica antissemita. As atrocidades do Nazismo.

Existe uma versão de Sometimes You Can’t Make It On Your Own do U2 em uma das faixas. Acreditamos ser este o ápice do disco. A forma que ele interpreta passa a impressão de originalidade na música, mesmo ao se tratar de um cover.

Guilherme pensou nas poesias, as compôs em um processo rico de inspiração, fazendo conexões com muitas referências poéticas e artísticas. É um disco que sintetiza não apenas sua trajetória, mas também parte de suas convicções e preocupações espirituais, sociais, culturais e políticas, para além de questões que envolvem a política nacional.

Certamente o autor preocupou-se em colocar para fora as poesias antes impressas apenas na alma.

PSGuilherme de Sá além de músico é escritor. Vale muito a pena conhecer o livro Entre Bardos e Druidas: cartas de um músico e um jesuíta sobre a esperança, escrito em parceria com Bruno Franguelli.

Imagem de destaque: Instagram @supp3rgu1

8 Comentários

  • Fernando Ribeiro Posted 7 de abril de 2019 15:46

    Acho mesmo as músicas profundas. Ouço sempre.

    • isonhos Posted 22 de abril de 2019 19:48

      Realmente, ótimas poesias! Som de primeira.

  • Maurício Nunes Posted 7 de abril de 2019 15:48

    Música é vida! Gosto também do Íngreme e achei a turnê muito curta. Nem chegou aqui em Rio Grande do Sul.

    • isonhos Posted 22 de abril de 2019 19:50

      Estivemos no lançamento da turnê. Foi ótimo. Soubemos que o Guilherme de Sá agora está com o projeto Duetto. Quem sabe não chega por aí?

  • Suzana Posted 7 de abril de 2019 15:50

    Me interessei pelo livro dele. Vou comprar.

  • Letícia Posted 7 de abril de 2019 15:52

    Adoro Floresta de Bétulas. Acho o clipe triste. Mas é a realidade.

    • isonhos Posted 22 de abril de 2019 19:56

      Realmente, uma parte bem triste da história.

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