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Coletivo cria banco de imagens para quebrar os estereótipos sobre a periferia

Por Thalita Monte Santo

Partindo da percepção de que as periferias e favelas são registradas pelos mesmos meios e da mesma forma estereotipada há décadas, cinco jovens fotógrafos de São Paulo decidiram criar o Foto Coletivo DiCampana.

A ideia do grupo é apresentar ao mundo uma imagem das ‘quebradas’ que a mídia tradicional não mostra, além de formar um banco de imagens para contribuir com a criação de um imaginário, que contemple os múltiplos recortes dos bairros mais afastados dos grandes centros.

“O cotidiano destas regiões, que abrigam milhões de pessoas, ultrapassa o estereótipo midiático reforçado por clichês e estigmas que cativam o povo. No entanto, a cultura, o lazer, a rotina e a vida do nosso povo é diferente”, explica o coletivo.

O DiCampana surgiu em novembro de 2016 e já vem sendo observado por alguns veículos e grupos de comunicação, interessados no olhar diferenciado e único dos profissionais. Um dos propósitos do grupo, também, é falar sobre os perigos dos estereótipos de violência que denigrem as imagens das favelas.

“Às vezes as pessoas tem dificuldade de entender na prática os efeitos colaterais da estereotipação da favela. Mas, é só perguntar qual a imagem vem na mente quando falamos favela, isto é, qual a visão a pessoa tem de favela? Geralmente, viram conflitos relacionados às drogas, tráfico, péssima infraestrutura urbana, lugar sujo. A favela tem seus problemas, entretanto o cotidiano na favela é muito mais que isso”, ressaltam.

Ao todo, oito bairros da capital paulista já foram fotografados, entre eles: Jardim Ângela, Monte Azul, Jardim São Luís, Capão Redondo, Campo Limpo, Jardim Maria Sampaio, Jardim Piracuama, Brasilândia.

As imagens, a princípio, serão distribuídas gratuitamente para iniciativas socioculturais, meios de comunicação alternativo e independentes, principalmente os veículos de comunicação que abordam o cotidiano das periferias. Todas as fotos estão sendo disponibilizadas na plataforma Flickr e na Fanpage do Facebook.

“Será uma organização gradativa, isto é, à medida que saímos nas quebradas para fotografar, vamos disponibilizando o material”, contam.

Acreditando que cada periferia tem as suas próprias características e sua própria identidade, o grupo sabe que os espaços abrigam milhares de pessoas com diferentes culturas e condições econômicas e merecem ser retratados com respeito e verdade.

Consolação, São Paulo, 2016. Consolação, São Paulo, 2016.

Monte Azul, São Paulo, 2016. Monte Azul, São Paulo, 2016.

Jardim São Luis, São Paulo, 2016. Jardim São Luis, São Paulo, 2016.

Jardim São Luis, São Paulo, 2016. Jardim São Luis, São Paulo, 2016.

Jd. Monte Azul, Zona Sul de São Paulo, 2016. Jd. Monte Azul, Zona Sul de São Paulo, 2016.

Campo Limpo, São Paulo, 2016.

Jardim Celeste, São Paulo.Jardim Celeste, São Paulo, 2016.

Fonte: Resumo Fotográfico

Imagem de destaque: Jd. Ibirapuera – São Paulo, 2016

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