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Por Jean Mello

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Ao fundo, várias imagens me remetem aos ares milenares dos mundos. Em minha frente, veículos passando, não apenas particulares, mas públicos, demonstrando que, realmente, os movimentos da cidade não cessam.

Ar poluído, registrei algumas poucas árvores restantes da selva que, hoje em dia, se transformou em puro concreto.

Barulhos metropolitanos, pressa. Gente que quer chegar rápido, mais depressa que a velocidade do tempo escravizante e, ao mesmo tempo, necessário para nos situar quando o assunto é a infinitude de nossos dias. Somos demasiadamente humanos, nos dando ou não conta disso.

Sou de uma cidade cortante, mais que a espada. Hostil, não receptiva, em que, isolados, caminhamos em meio à multidão. Não foi sempre assim. Agora é…

Olhando no relógio ou celular, de minuto em minuto, para não se atrasar nas dezenas de compromissos em um só dia. Mesmo predatória ela, nossa cidade, é bela. Linda, atrativa ao cair da noite. Cartão postal para o mundo. Gostando ou não, o charme arrogante de São Paulo conquista até quem odeia o trânsito; as pessoas esbarrando umas nas outras nas ruas; o transporte público caro e lotado; a falta de respeito pelas crianças pobres; os idosos que não encontram solidariedade por parte dos mais novos.

Registro, em minha memória, a imagem que inaugura esse pequeno texto, conto ou crônica. Não quero que ela se apague. Mantenho minha sanidade e busco disseminar o momento eterno.

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