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“A felicidade pode estar em pequenas coisas”, entrevista com o baixista Alexandre Panta

Alexandre Panta, atual baixista do HIBRIA, compartilhou sua trajetória artística e seus projetos musicais com a equipe Inspirando Sonhos.

Inspirando Sonhos: Compartilhe conosco um pouco de sua trajetória artística, se for o caso, pode remontar as raízes de sua infância, intercalando com sua formação musical.

Comecei com dezessete anos, no ano 2000, hoje tenho trinta e cinco anos. Iniciei com uma banda de bairro, Iron Maiden Cover, era a famosa situação em que faltava um baixista e, desde então, nunca mais a música saiu da minha vida. Depois tive bandas de metal melódico, power metal autoral, trabalhei profissionalmente também com outros estilos, toquei sertanejo e country durante sete anos, e em bandas de soul e funk durante seis anos. Em 2006, me formei no IB&T, foi o mesmo ano que entrei na Cover Baixo para ser colaborador, onde estou até hoje. Em 2007, entrei no Dream Theater Cover e muitas coisas legais aconteceram, toquei com várias pessoas, toquei com o Project 46 e com o Noturnall. Agora sou o atual baixista do HIBRIA.

Inspirando Sonhos: Escola. Que memórias você tem dessa época? Você acha que seus professores e vivências escolares contribuíram para a sua formação como professor de música?

Da minha época de colégio tenho várias memórias sobre a questão da disciplina. Acho que antigamente a gente olhava para os nossos mestres, para os nossos professores com um ar de respeito muito grande, bem maior do que hoje. Acredito que a parte disciplinar, de foco, foi muito determinante para eu trazer isso para a minha carreira no momento atual. E claro, principalmente, a forma de lidar com o aluno, entendendo e respeitando que o aluno é um ser humano e não uma máquina. Cada aluno pensa de uma forma e age de uma forma. Eu trabalho apenas com aula personalizada, sempre vou ver o melhor que o aluno precisa ter na aula e tento dar o meu melhor.

Inspirando Sonhos: Quais músicos você admira?

Olha, a lista é grande, viu?! Podemos começar com os músicos aqui do Brasil: Felipe Andreoli, Luis Mariutti, Thiago Espírito Santo, Ricardinho Paraíso, Chico Willcox, Celso Pixinga, e os finados mestres Nilton Wood e Arthur Maia, isso no meio do baixo. Também admiro o Hermeto Pascoal, Ed Motta, Djavan, guitarristas como Kiko Loureiro, Michel Leme, Edu Ardanuy, Juninho Afram, uma série de músicos que se eu começar a falar, não vou parar mais. Dos internacionais: Steve Harris, sempre quis tocar como ele; Markus Grosskopf, do Helloween; John Myung, do Dream Theater, obviamente; Billy Sheehan. E quando abri a minha cabeça, comecei a curtir demais Marcus Miller, Victor Wooten, Jaco Pastorius, Richard Bona, Stuart Hamm, Mark King, James Jamerson, obviamente, e uma série de baixistas.

Inspirando Sonhos: Scenes From a Dream (Dream Theater Cover). Quanta responsabilidade em levar para a frente um projeto como este! Pode explicar em mais detalhes sobre as origens deste projeto até os dias atuais?

A banda foi formada em 1999 pelo Fernando Castanha, Bruno Godinho, Marcelo Bakos e Daniel dos Santos. Com o tempo, passaram vários vocais. O meu ingresso na banda foi em 2007 e continuo até hoje, sou o mais antigo dessa formação. A responsabilidade é enorme, fazer parte dessa banda me mantém em forma, me ajuda a tocar outras coisas e, certamente, se eu não tivesse a bagagem com o Dream Theater Cover, não estaria no HIBRIA hoje. Isso é fato. Então, a bagagem técnica que isso me traz, manter a forma e tocar outras coisas, é muito benéfico.

Inspirando Sonhos: Quais sonhos você tinha logo no início de seu engajamento na música e que já foram alcançados? E quais busca alcançar?

Acredito que alcancei uma parte dos meus sonhos – viver de música. Sobreviver de música. Assim, eu não tenho do que reclamar, consigo tocar a minha vida, ministro muitas aulas, obviamente, a gente quer estourar uma carreira internacional, de turnês, mas, ao mesmo tempo, a experiência faz você enxergar que isso não é o principal. A felicidade pode estar em pequenas coisas, então, estou muito feliz na minha carreira, tenho alguns sonhos para alcançar, diria que 50% já alcancei e tenho uma meta de 50% para me motivar.

Inspirando Sonhos: Qual álbum você considera marcante e recomenda?

Metropolis Pt 2: Scenes from a memory, Dream Theater. Este álbum foi o que me fez sair de ouvinte para estudar música mesmo.

Inspirando Sonhos: Fala Baixista, como surgiu essa ideia? O nascimento do canal tem alguma ligação com o fato de você ter trabalhado transcrevendo entrevistas em uma importante revista voltada para a divulgação do trabalho de importantes contrabaixistas? Aproveite para divulgar o canal e detalhar um pouco a experiência de entrevistar tantos nomes importantes para a cultura brasileira.

A ideia do Fala Baixista surgiu pelo fato de eu conhecer muitos baixistas da cena, não só do metal, como da música brasileira, instrumental, fusion, groove. Então, fiz uma pesquisa de mercado com alguns músicos mais próximos para saber qual a ideia do programa, se apoiariam, se estariam dispostos a dar entrevista. Todos toparam, a aprovação foi 100%, a galera adorou a ideia. O Fala Baixista acabou sendo o primeiro canal de entrevistas, de baixista para baixista, o precursor. É maravilhoso! A sensação de entrevistar esses caras é a de estar com o ídolo a todo o momento. Aprendo com as entrevistas, fico admirando também, é uma sensação maravilhosa. Para quem quiser encontrar o canal no YouTube, acesse Alexandre Panta e se inscreva. O Fala Baixista é um quadro, o carro chefe do canal.

Inspirando Sonhos: Quais são os seus parceiros referentes às marcas que te apoiam? Pode compartilhar conosco sobre a importância desses apoios para o desenvolvimento de sua carreira?

Tenho parceria com a Magna Luthieria, do grande luthier de São Paulo, Nelson Donizeti; com as cordas Elixir; Balbags, bags para instrumentos musicais; IK Multimedia, software Amplitube; Gruv Gear e Novità Music; Washington Miniaturas, um artista de Franca que desenvolve ótimas e perfeitas miniaturas; e a loja Music Experience, que cede os produtos para review no meu canal do YouTube.

Inspirando Sonhos: Que sentidos você atribui à palavra artista?

Gratidão, felicidade e adrenalina a mil. A palavra artista representa muita coisa. O artista tem a função de entreter e doar algo para quem está consumindo, seja cultura, ideias, inspiração. Gratidão e felicidade são duas palavras que definem o artista.

Cabeçote para Contrabaixo Eden E300-b Amplificador 300w 4-8 Ohms 110v

1 Comentário

  • Adriano Posted 2 de fevereiro de 2019 15:35

    Acompanho o Fala Baixista. Gostaria que tivesse também entrevistas com baixistas internacionais.

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