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A temporada 2018 do programa Cantoras do Brasil vai ter Maíra Baldaia. No Canal Brasil!

O Portal Inspirando Sonhos comemora mais uma conquista da cantautora Maíra Baldaia e traz com exclusividade o seu relato sobre a realização de um sonho ao participar do programa “Cantoras do Brasil”. Emocionante!

A cantautora mineira Maíra Baldaia está entre as artistas que gravaram no estúdio YBmusic a próxima edição do programa “Cantoras do Brasil”, que vai ao ar em 2018 no Canal Brasil. Em sua sexta temporada, já passaram pelo programa grandes nomes como Camila Pitanga, Céu, Maíra Freitas, Karina Buhr, Gaby Amarantos, Anna Tréa, Tulipa Ruiz, Luedji Luna, entre outras. Nesta edição, além de Maíra Baldaia, marcam presença As Bahias e A Cozinha Mineira, Clarice Falcão, Juliana Amaral, Laura Wrona, Luana Carvalho, Luiza Lian, Luz Marina, Maria Beraldo, Maria Ó, Mariana de Moraes, Silvia Machete e Tássia Reis. As artistas se apresentam como intérpretes dando vida a músicas que marcaram o passado, com o tema “Cinema Brasileiro”. Maíra Baldaia recebeu a missão de levar sua voz às trilhas sonoras dos lendários filmes “Deus e o Diabo na terra do sol”, de Glauber Rocha, e “Aruanda”, de Linduarte Noronha. O “Cantoras do Brasil” é idealizado por Mariana Rolim, Mercedes Tristão e Simone Esmanhotto, com direção de Jacob Solitrenick e direção musical de Maurício Tagliari.

Maíra Baldaia: Participar do “Cantoras do Brasil” era um sonho antigo, desses que a gente guarda em um lugar especial e quando menos imagina se torna realidade. Em todos esses anos, já passaram pelo programa diversas mulheres que são referência e inspiração na minha caminhada e que transformaram meu olhar sobre o fazer musical.

Receber o convite do Maurício Tagliari (diretor musical) foi uma surpresa que me deixou imensamente feliz, entusiasmada e desafiada, pois interpretar as trilhas de “Deus e o Diabo na terra do sol” (Glauber Rocha) e “Aruanda” (Linduarte Noronha) é algo de muita importância, são filmes da década de sessenta que ultrapassam a própria arte e desbravam significados políticos inspirando movimentos e gerações. Desafio também pelo fato de seguir cantando sempre minhas próprias músicas (álbum: “Poente e outras paisagens”) e, de repente, me ver novamente nesse delicioso lugar da intérprete, de levar minha identidade, minha voz, meu tambor mineiro, minha corporeidade a músicas que não foram feitas por mim, mas que dizem muito de mim.

Quando eu soube que o tema era cinema brasileiro fiquei em uma torcida interna para que “Deus e o Diabo na terra do sol” viesse até a mim e veio, trazendo ainda “Aruanda” que poderíamos dizer que é seu “irmão mais velho” e que abriu os caminhos para todo esse movimento de um cinema que mostra um Brasil real e mais próximo de seu povo, filmes que se opõem à fome, à intolerância e à exploração, uma verdadeira revolução artística e social, a meu ver.

Nas duas canções que interpretei há muita vida, de um lado o canto popular, quilombola, um canto de trabalho, feminino, e de outro, um medley da obra nua e crua do grande Sérgio Ricardo que nos conta as desventuras do sertão nordestino e de seus personagens.

Assim, fiz minhas malas, peguei a estrada e fui de Minas Gerais para São Paulo vivenciar essa experiência no estúdio YBmusic. Tímida como sou cheguei observando o território novo que se abria. Me deparei com uma das equipes mais afetivas que já conheci, pessoas fazendo o que amam perceptivelmente. Guilherme Ventura, que foi me acompanhar na gravação, após uma prosa e outra, já estava inserido em meio aos músicos e gravou com a gente também, trazendo cor às músicas com suas cordas afiadas. Essa foi outra surpresa boa que me deixou muito feliz. Mariana Rolim, Mercedes Tristão, Simone Esmanhotto – idealizadoras do programa – e Jacob Solitrenick (diretor) trabalham com uma horizontalidade bonita de se ver e me acolheram de uma forma linda. Logo me senti em casa e à vontade para me expressar com verdade. A gentileza e a sensibilidade se fez presente desde a maquiadora Maria Fernanda Torrezani aos músicos João Erbetta, Mariá Portugal, Gabriel Mayall, Carlinhos Mazzoni.

Ao primeiro contato com o Maurício Tagliari me senti totalmente aberta para levar para as trilhas um pouco do que carrego comigo. Toda a equipe nos dá uma liberdade muito grande e isso é essencial para o fazer artístico. No fim das contas, de tudo, o mais importante e o que mais nos toca são mesmo os encontros e o que os olhares das pessoas têm a nos dizer.

Saio feliz e recarregada dessa gravação, na expectativa de conferir o resultado que vai ao ar em 2018 no Canal Brasil.

Sobre Maíra Baldaia:

Maíra Baldaia é uma cantora, compositora e atriz de Minas Gerais que tem se destacado na cena autoral mineira e brasileira. A artista leva para o seu trabalho influências da afromineiridade e da cultura brasileira, mas sem estar engessada a um gênero apenas brinca com a MPB, a poesia, o blues, o jazz e o samba com um estilo singular, leve e marcante. Formada em Música (Bituca – Universidade de Música Popular) e em Teatro (Universidade Federal de Minas Gerais), Maíra apresenta versatilidade e identidade no palco. Em 2016, a artista lançou na Casa do Baile, em Belo Horizonte, o seu primeiro álbum. “POENTE e outras paisagens” traz doze faixas autorais compostas pela cantora e algumas parcerias com compositoras mineiras. Suas composições falam sobre a mulher, sobretudo a mulher negra, espiritualidade, liberdade e amor. Em 2017, a cantautora lançou com grande repercussão seu primeiro videoclipe de “Insubmissa” e depois seguiu em Turnê, passando por cidades de Portugal e de São Paulo e Minas Gerais. Maíra Baldaia, que tem se destacado com seu trabalho na cena musical, é considerada uma das representantes da boa e nova safra de cantoras e compositoras do Brasil, apontada em uma seleção feita pela “Musicoteca” como “uma das incríveis mulheres que estão chamando a atenção e modificando os ‘tipos’ e lugares da música brasileira”.

Foto de Destaque: Maria Fernanda Torrezani

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